segunda-feira, novembro 17, 2008

Massalinha e Jussane

E vai começar a nova história de amor, história de amor entre Massalinha (massala→massalinha) e Jussane. A história é real, conheço-a bem. Como surgiu, como anda, como está, sabereis em tempo devido.
Karingana ua karingana...

sábado, novembro 15, 2008

Sugestões

Queridos leitores: terminou a relação (que foi real, que acompanhei de perto, acreditem) entre Ilser e Mando, relação aqui mostrada desde Novembro de 2006. Acabei de divulgar a carta final de Mando para Ilser. Mas este blogue não termina, vai prosseguir. Vamos lá ver: alguém é capaz de me dar sugestões sobre como prosseguir? Deverei fazer intervir nova história de amor? Aguardo...

Para sempre é tudo

Cara Ilser
Esta vai ser uma carta breve, a última.
As cartas longas abrem portas, as breves fecham-nas.
Estive todo este tempo digerindo os acontecimentos que ambos vivemos, desde que nos encontrámos aí.
Vamos lá resumir os factos: descobriste que o teu fantástico deus, encantatório ser que dizes habitar-te a alma, te ordenou e ordena que canceles a nossa ligação. Que a relação que há anos existe entre nós é pecaminosa. Mas mais: dizes que chegou finalmente o teu dia de vestal, da entrega plena ao teu deus.
Posso lutar contra seres humanos, posso enfrentar os seus múltiplos e sinuosos caminhos, mas sou claramente incapaz de lutar contra deuses. Especialmente contra aqueles deuses que inventamos para decapitar a nossa humanidade e a substituirmos pela alienação.
Tentei, até onde pude, mostrar-te que a nossa relação era bem mais do que um encontro regular de carnes, um exercício de amantismo nocturno. Que era amor, um percurso até ao horizonte, lá onde habitam os sonhos.
De nada serviu: o teu deus foi mais forte, a tua alma de vestal convicta venceu, o teu obscuro e burguês sentido de pecado e moral triunfou. Frágil, insegura, irresoluta, decidiste que estarias finalmente protegida na entrega ao deus.
Por isso me despeço para sempre. Calmo e sem mágoa.
Que o teu deus, no teu digno papel de vestal, te proteja sem roubar-te a alma.
Se na minha última carta escrevi que esse teu andar era meu, agora escrevo que essa tua alma não é minha.
É tudo. Para sempre é tudo. Não me escrevas pois não te responderei.
Mando