sábado, julho 12, 2008

longas de ti estão

Tete, 10 de Julho de 2008
Olá quida, aqui me tens a escrever-te, sem dúvida que com atraso, mas vou já explicar-te a razão do atraso.
Estive bastante tempo numa região nortenha da província, a braços com o chato trabalho que conheces bem. Acho que estou febril, eventualmente tenho malária, mais logo consultarei um medico amigo.
Regressado à cidade, tomado um banho reparador, bebo agora um chá quente, em meio a esta calma toda desta pequena cidade onde até o silêncio, a esta hora, são 19, é ruidoso.
E aqui, deitado, recostado na memória, armado de laptop, entretenho-me a folhear os dias, não os dias que têm sido os nossos, mas os dias que virão. Tenho para mim que nunca são os dias que vivemos que importam, mas os dias que virão.
E tenho o direito, absolutamente tenho o direito de te recordar sensorialmente, de forma intensa, ávida, ansiosa, definitiva, pese embora a febre que julgo ter. Provavelmente este sentir-te em dias que virão deve tornar-me mais febril ainda.
E nesta recordação sinestésica, recordo a tua pele, os teus cabelos, recordo-te em cada percurso táctil que em ti construo, em cada esquina dos meus sentidos erectos de forma repentina. E vê tu o que me acontece: enquanto antecipo os dias que virão, deito a cabeça febril na tua alma e sorvo com avidez a ternura com que as tuas mãos me dizem: dorme Mando, estarei aqui velando-te.
Tatá, quida Il. Amanhã estarei melhor, acredita, perdoa a brevidade destas linhas. Mas se breves as linhas, longas de ti estão.
Soute, habitame, tudo sem travessão.
Teu.
Mando

4 Comments:

Blogger intimidades said...

Lindo

expressar o amor em letras e uma acto de amor em si

Jokas

Paula

sábado, julho 12, 2008 11:31:00 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Carlos meu amor
Escureceu em mim, extinguiu-se a Luz, no céu desta noite minha por te saber doente....caminho perdida nos espaços vãos entre os raios de luar que as lágrimas não permitem ver, o vento frio gela-me a alma e estremece-me as certezas de saber que sofres ai tão longe sem mim, o silêncio da escuridão, trespassa-me os sentidos e leva-me o alento para longe daqui, não sei que rumo tomar meu amor.
Enleada em pensamentos que me levam a ti, deixo-me estar de olhos postos no tempo que é só nosso. Revivo as emoções que me saltam da pele como pombas brancas que inundam livremente o céu de um sonho que me faz voar.
No âmago dos sentimentos que nascem com a ausência, encontro pedaços de ti, lembrados em estonteantes devaneios vividos num sereno crepúsculo de Primavera.
A brisa que me acaricia o rosto, lembra o aroma da tua presença na voz das flores que chamam a mim recordações que o corpo abertamente acusa.
Sinto a corrente fresca das águas de um rio de sensações ardentes, que rebenta margens, arrasta e trespassa as colinas dos meus seios, descendo sereno e calmo ao vale que os entremeia.
De ansiedade e desejo, é feito o mar de fantasias que em meu ventre crepita, num arrepiante e doce suspiro indomável, que desagua entre as minhas coxas como perfumadas gotas de maresia.
O meu querer veste a espera do dia, que me deixa nua de mim e vulnerável a ti, quando ao cair da noite te sonho entre a penumbra que te cobre o rosto, me estendes as mãos, me segredas ao ouvido vagos silêncios cheios de tudo o que a tua boca cala e os teus olhos gritam…
Sabes amor, gosto de estar apaixonada.
Sou-te, amo-te tudo com travessão
Francisca

domingo, julho 13, 2008 1:42:00 da manhã  
Blogger Sara said...

Ena, aqui anda carta de amor a sério...Esta site queima corações.

domingo, julho 13, 2008 8:10:00 da tarde  
Blogger Lisa said...

Bommmmm Diaaaaa Mando
:-) Lisa

quarta-feira, julho 16, 2008 8:22:00 da manhã  

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