sábado, março 24, 2007

Minha doce Il

Tete, 23 de Março de 2007

Minha doce Il
Olá, princesa dos canaviais!
Compreendo a tua dor, dor que também é minha.
Mas, se fizeres um esforço, pequeno que seja, verificarás que não é nada do que escreveste na tua carta, não é nada de tu estares aí e eu aqui, não é nada de teres tu regressado a ti e eu a mim.
É justamente o contrário: regressámos, uma vez mais, como sempre, a nós mesmos, a tu-mim. E este tu-mim, querida, não tem plural.
Cada vez que nos separamos é como se estivessemos de novo juntos, pois separar, em nós, é juntar, é reforçar a saudade, é fortalecer o desejo, é ampliar o horizonte do nosso amor.
Afinal, minha Il, nós nunca nos separamos: apenas retiramos ao destino uma pequena pausa. Pausa que, afinal, também nunca existe.
Somos, Il, a medida da loucura necessária, deixa-me dizer as coisas assim. Li um dia, não sei já onde, que amar é loucura salvo quando se ama com loucura. Ou como escreveu um dia Santo Agostinho: a medida do amor é a de amar sem medida.
Esse o nosso destino: termos a medida de não a ter.
Breve nos encontraremos de novo. Escrever-te-ei a esse respeito.
Teu sempre.

Mando

2 Comments:

Blogger Diva said...

Querido Mando,
Saudades foram feitas para serem sentidas na alma e no corpo, a falta do toque, do beijo, do olhar cúmplice mostra que o amor é verdadeiro e incondicional mesmo quando a barreira da distância física e a impossibilidade de acordar todos os dias com o beijo do(a) amado(a) parecem ser intransponíveis, o amor, está lá presente acima de tudo e de qualquer perfeição.
Bonito esse amor, que parece mais forte que o amanhecer, que contagia e apaixona.
Felicidades.
Bjs meus

segunda-feira, março 26, 2007 7:19:00 da tarde  
Anonymous Fotografia 3x4 said...

Saramandaia,06 de abril de 2007

Oh! Amado doce,

Quanto esperei essa carta esclarecedora.Sim,sim, nunca mais vamos nos separar.O que houve foi um grande engano, pensamentos soprados por uma feitiçeira má, que queria o seu amor unicamente para si.Eu em minha cegueira absurda não vi mais nada.Só mesmo vi o caos à minha frente, o fim de um amor construido por tão belas passagens, e histórias pessoias, com dores, alegrias, certezas, incertezas, saudades, etc.
Mas o que importa mesmo meu amor,é que estamos aqui novamente, eu esperando-te, tu, querendo-me e amando-me.
Nada mais posse escrever agora, pois estou muito emocionada e lágrimas me vem aos olhos, já manchando este papel que ora te escrevo.AMO-TE QUERIDO.
estás certo quando diz: este é o nosso destino.
Beijo-te com saudade e sem pausas,
Tua sempre

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sexta-feira, abril 06, 2007 8:29:00 da tarde  

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