sábado, fevereiro 10, 2007

Doce Il

Tete, 09 de Fevereiro de 2007

Doce Il

Aqui me tens de novo, após uma ausência prolongada.
Uma vez mais tive de me deslocar ao Zumbo, terra muito longe daqui, cerca de 400 quilómetros. Sabes, do lado de lá do rio, em teritório zambiano, há uma pequena terra e nessa terra há uma igreja que guarda ainda hoje pinturas magníficas, de uma beleza infinita, bem mais lindas do que aquelas que tu podes encontrar na igreja de Boroma, a cerca de 20 quilómetros da cidade de Tete. Contaram-me que essas pinturas foram feitas por padres no fim do século XIX, que partiram a pé de Tete. Muitos morreram de malária, mas não tive ainda oportunidade de confirmar isso.
Entretanto, ao chegar (com alguma febre uma vez mais, logo farei o teste da malária), encontrei a tua carta. E, como sempre, é como se, em dia de calor intenso, eu tivesse tido a oportunidade de beber um lanho da tua bela terra, sabes?
Continuo a querer saber quando aqui podes vir. Sei que não é fácil para ti, mas aguardo.
Podemos marcar a tua vinda para a próxima semana, digamos que para sexta-feita? O avião parte daí acho que às sete horas da amnhã. Mandarei rapidamente o pta para a LAM aí. Está bem?
Fico a aguardar a tua resposta.
Recebe, entretanto, daqui, o meu beijo e o meu amplexo, ambos com a intensidade e a desmesura do Zambeze.
Teu sempre.

Mando.