sábado, dezembro 16, 2006

Almo-te, doce Il

Tete, 15 de Dezembro de 2006


Minha doce Il

Obrigado pela tua carta. Ela está ancorada na minha alma, neste cais que te sou em permanência.
Tal como tu, estou grudado aos momentos que vivemos, tenho o teu corpo ainda nos meus sentidos, o teu cheiro, os teus seios, tudo de ti e em ti, sinto-te fortemente, tactilmente como se nada tivesse ainda terminado, como se tudo fosse apenas a entrada na vertigem ou como se, entrados ambos na vertigem, ela apenas fosse a eternidade.
Sabes, reentrei na rotina deste chato emprego que tenho, mas a tua memória mantém-me agarrado ao sonho.
Custa ser rotina, custa ser hábito, custa levar avante o que não queremos.
Diz-me uma coisa: existe alguma possibilidade de aqui vires? Pago-te a passagem e ficas alojada na minha herdade a cerca de 20 quilómetros da cidade. Bem sei que é difícil, que é especialmente perigoso, mas não me posso coibir de te perguntar o que perguntei.
Na expectativa da tua resposta, fico-te, ansioso e teu.
Almo-te, minha doce Il.
Teu.

Mando

3 Comments:

Anonymous Gabi Ninck said...

Sr.Armando,
Onde moras mesmo?
Em que tempo estás situado?
Qual mulher precisa de que pagues passagens, ou alojamentos?
Será tua amada, uma desvalida?
Neste novo tempo Sr.Mando, a mulher é possuidora da independência, do trabalho, dos estudos.Desculpe meu atrevimento, mas é insuportável imaginar a dependência, seja ela da forma que se apresente.Eu, Gabi em nome das mulheres deixo meu recado:Pago eu a vinda ou a partida de onde quero e sonho ir.Ah! Se o Sr. precisar de uma ajuda monetária para tão grande feito: Conta comigo, te enviarei uma ajuda financeira.
Eu moro no Brasil, terra miserável, desempregos a mil,fome de tudo cerca nosso povo,mas...a MULHER BRASILEIRA possui a garra e a vontade e dignidade de não querer ser qualquer coisa pagável, comprável...ainda que seja em nome do amor.
Até mais,

sábado, dezembro 16, 2006 6:25:00 da tarde  
Anonymous Diva said...

Sabes Mando?
Tenho a certeza que tudo que a Il quer correr para os teus braços e tornar a viver o que ela ainda sente na carne, mas ela não é simplesmente prisioneira das vossas vontades, ela é prisioneira de um casamento, do respeito e de uma ética decadente e que em nada lhe alivia o coração... espero que ela pense com carinho nessa tua proposta principalmente se essa for a única maneira de se amarem...novamente.
Bjs meus

sábado, dezembro 16, 2006 8:20:00 da tarde  
Anonymous Gabi Ninck said...

Ô Diva,
A Il em questão é casada é? xiiiii,agora ki o trem pegou...(risos),hummmmmm...ki estória heim?
Pq ela não deixa o marido? Sinto ki vem chumbo pesado por aí...rs.
Presa a um casamento decadente voce disse? Por acaso li algo sobre respeito e ética?hummmmmm,não, definitivamente naõ,creio que estou com um cisco nos olhos...não li direito o que voce escreveu.ÉTICA/RESPEITO...estuda mais um tiquinho sobre o assunto certo? Ah! não esqueça que tem uma terceira pessoa envolvida, que nada tem haver com as paixões da Il e do Mando ok? Existe outras alternativas mais nobres e respeitosas em se tratando de vidas, amores, desamores,paixões...TRAIÇÃO - o pior ato da natureza humana.(sem puritanismo), NADA justifica mentir, enganar o outro.Afirmo eu!

domingo, dezembro 17, 2006 1:17:00 da manhã  

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