quinta-feira, novembro 23, 2006

Doce Il

Tete, 23 de Novembro de 2006

Doce Il

Obrigado pela tua gentil carta.
Felizmente estou já recomposto do paludismo.
Ontem estive a dar alguma ordem à casa. Uma barafunda do diabo, sabes? Fartei-me de espirrar com tanto pó.
Um pormenor abominável: por mais que tente não consigo nunca fazer bem a cama. Por que será? Irremediável fatalidade masculina?
Sou estupidamente desajeitado.
Perguntas-me quando nos reencontraremos em Maputo. Isso depende menos de mim do que de ti, como bem sabes: eu sou solteiro, tu és casada.
Mas sabe que a qualquer momento para lá parto se me deres um sinal.
E, para ser franco, tenho saudades que não cabem em mim, entendes? Preciso de ti, preciso deitar-me na tua alma, preciso habitar o teu corpo.
Urgento-te! Os deuses maus inventaram esta distância e este cruel destino.
Acresce que estou saturado deste calor e destes mosquitos malditos!
Il: diz-me rapidamente quando poderemos de novo acordar as índicas madrugadas de Maputo!
E por aqui me fico hoje, minha Il.
Sempre teu.

Mando

3 Comments:

Anonymous Anónimo said...

Porque vc nao vai a Quelimane?

sexta-feira, novembro 24, 2006 12:47:00 da manhã  
Blogger Cartas de amor said...

Já fui, tenho ido, mas nunca vou, nunca sou, entende?
Armando

sexta-feira, novembro 24, 2006 12:27:00 da tarde  
Anonymous Diva said...

Mando...
Nao te preocupes existem mulheres mais desajeitadas que tu a fazer a cama (podes ter certeza).Bjs meus

sábado, novembro 25, 2006 8:37:00 da tarde  

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